|
A Comissão de Obras da Capela da Nossa Senhora dos Milagres deu por praticamente concluídas as obras a que se havia proposto. Faltam os acertos finais e falta naturalmente acrescentar mais um piso ao pavilhão principal. Mas essa é uma tarefa a ficar para mais tarde, já que agora importa pagar as obras já concluídas e muitas foram.
Repare-se: construiu-se o pavilhão principal (pavilhão A), com capacidade para cerca de meio milhar de pessoas e deu-se-lhe uma configuração humanizada, fugindo ao tipo armazém. Pretende-se dar-lhe uma utilização cívica adequada, quer para casamentos e reuniões familiares, quer para promover realizações variadas quer ainda juntar ali as pessoas mais idosas em convívios a elas especialmente destinados.
Construiu-se o pavilhão B, esse sim tipo armazém para guardar todos os pertences da Organização e outros materiais atinentes à actividade da Capela. Tem uma área de várias centenas de metros quadrados, portanto uma dimensão muito apreciável.
E construíram-se umas 10 casas de banho que correspondiam a uma necessidade inadiável. Não fazia sentido que continuássemos a não dispor de instalações sanitárias, sobretudo numa altura em que as festas começam a atrair cada vez mais gente ida de fora. Mas também a nossa gente tem hoje outras exigências de higiene e sanitárias que não se compadecem com uma realidade diferente.
Explorou-se água própria através de um furo que permitiu um caudal muito jeitoso. Sendo embora bastante férrea, tem todas as utilidades necessárias até porque para beber se manteve a fonte antiga, de água com muita qualidade.
E fizeram-se vários arranjos e adquiriu-se diverso material, desde cadeiras a equipamento de cozinha e outro material para o bar, por forma a garantir a funcionalidade mínima de toda a estrutura. É certo que se gastou muito dinheiro. Mas não havia outra possibilidade e agora há que continuar a trabalhar para pagar os financiamentos a que houve que recorrer. Apesar disso arranjou-se material a preço zero ou a custos reduzidos numa quantidade que rondaria cerca de 50000 euros, resultantes de favores de amigos e pedidos feitos directamente em fábricas que connosco colaboraram.
A pagar as obras custaram (falamos em números redondos) cerca de 150.000 euros, dos quais estão em dívida cerca de 124.000. A Comissão nestes dois anos arranjou dinheiro para as festas dos dois últimos anos (à volta de 55.000euros), de que nada se deve, arranjou material gratuito na ordem dos 50.000 euros, mais algum a custo reduzido e pagou das obras entre 25 e 30.000 euros. Em moeda antiga significa que se arranjaram mais de 25 mil contos, quantia semelhante ao que falta pagar ao Banco e Fornecedores das obras já concluídas.
E é para esta realidade que gostávamos de pedir a colaboração de todas as pessoas de boa vontade. De todas as pessoas da nossa terra e da nossa zona, desde logo. Mas também de todas aquelas que, não sendo da nossa zona, entendem que o nosso país precisa destes movimentos cívicos para não deixar morrer a nossa cultura e as nossas tradições. E também daquelas outras que, com maior poder de fé e convicção religiosa, estão disponíveis para apoiar um esforço que vimos fazendo também em nome dos valores em que acreditamos.
Com vista a conseguirmos pagar os 124.000 euros em dívida (quase 25 mil contos) vamos iniciar nesta página um peditório alargado a todas as pessoas de boa vontade que connosco queiram colaborar. Poderemos dar o Nib da conta a depositar mas para já o mais importante era criarmos esse movimento de apoio e trazer todos os nossos emigrantes para esta causa, dando conta de todos os donativos que nos forem chegando. Indicaremos o nome de todos os que colaborarem e respectiva quantia. Quem quiser manter o anonimato, indicaremos apenas as iniciais do seu nome, por uma questão de controlo. À medida que formos actualizando esta página, daremos conta das participações que nos chegarem. Mas para já não enviem nem depositem dinheiro em lado nenhum. Digam-nos apenas se estão dispostos em colaborar e com quanto. Pra formarmos o tal movimento. Depois daremos instruções ou combinaremos forma do dinheiro chegar até à conta sob a responsabilidade da Comissão de Obras. Vamos a isso pessoal de boa vontade? Vamos dar as mãos? Quem abre a lista?
Obrigado a todos e com todos contamos. Até breve.
|
|